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A Câmara Técnica sobre Cirurgia Bariátrica e Síndrome Metabólica do Conselho Federal de Medicina em sua Resolução 1942/10 recomenda a cirurgia para emagrecer para os obesos grau III (IMC acima de 40 )e para os obesos grau II (IMC entre 35 e 40) com complicações graves associadas e que tenham mais que 18 anos

 

A obesidade é uma doença grave e a cirurgia para emagrecer é uma opção para quem tentou outras maneiras de emagrecer e não conseguiu.
Ela é considerada segura e é bem-sucedida em 90% dos pacientes, os quais perdem por volta de 70% do excesso de peso.
Antes de realizar a cirurgia para perder peso, a pessoa deve ser avaliada por uma equipe multidisciplinar composta de clínico, cirurgião, psiquiatra, endocrinologista, psicólogo e nutricionista, todos com experiência no assunto obesidade.

Na modalidade técnica mais comum (Derivação Gástrica) o cirurgião separa o estômago em dois ficando a parte menor, cerca de 5% do total, com a função de receber os alimentos.
A porção maior permanece no abdômen produzindo os sucos digestivos que são lançados mais adiante no intestino, o qual, pela retirada de um pedaço, fica mais curto.
A redução do estômago e a alteração do trânsito do alimento no intestino aumentam a produção de insulina e controlam a diabete tipo II.
Nova técnica cirúrgica (Gastrectomia Vertical), na qual é eliminado 80% do estômago ainda não foi aprovada pelo CFM que emitiu nota esclarecendo a necessidade de estudos que comprovem a segurança da mesma.
Hoje se sabe que sem o fundo do estômago, onde é produzido a grelina, comumente chamada de hormônio da fome, o paciente sente menos vontade de comer e fica mais saciado.
Esta última técnica apresenta vantagens em relação à absorção de nutrientes enquanto que a Derivação Gástrica é mais eficiente na diminuição do mau colesterol e das triglicérides.

São excluídas das cirurgias para emagrecimento as que só mexem no intestino.

Num primeiro momento as complicações mais frequentes resultantes das cirurgias são fístulas, hemorragias e embolia pulmonar; posteriormente podem ocorrer infecções, aderências intestinais e anemia.
Os pacientes após passarem pela intervenção também apresentarão carência de nutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio e de certas vitaminas que precisarão ser repostas através de suplementos.
Por isso, pessoas que fazem a cirurgia de redução do estômago apresentam duas vezes mais risco de sofrer fraturas relacionadas à deficiência de cálcio e de vitamina D.
Outra decorrência é a formação de pedras nos rins uma vez que o metabolismo se altera aumentando o nível de oxalato no organismo e diminuindo a absorção de magnésio e de citrato - duas substâncias que ajudam no processo de diluição do oxalato.
Isso não ocorre logo após a cirurgia, mas sim anos depois.

É necessário avaliar bem se o paciente tem condições de melhorar com a cirurgia para perder peso.
Se a pessoa tiver compulsão alimentar, certamente terá problemas se fizer a cirurgia, pois caso tentar comer demais sofrerá dores, vômitos e poderá causar sérios danos ao estômago diminuído.
Alguns substituem a compulsão de comer por outra compulsão como bebidas alcoólicas, drogas ou jogo.
Outra decorrência da cirurgia é que a perda do peso rápida causa um descompasso entre o corpo e a imagem corporal, pois esta última só mudará depois de 5 anos de peso estável, às vezes até mais. Há quem desenvolva depressão.

O ideal é começar a psicoterapia antes da cirurgia, pois, sem uma mudança no "estilo de vida", 30% das pessoas que fazem a cirurgia para emagrecer voltam a ganhar peso, isso porque os mecanismos metabólicos, psicológicos e sociais envolvidos na doença são muito resistentes.

Lembramos que a cirurgia para emagrecer resolve apenas metade do problema.
A outra metade requer do paciente fazer atividade física regular e se alimentar de forma saudável.
Depois da cirurgia é preciso mudar para sempre os hábitos alimentares: comer pouco e mastigar muito bem.

 

© Clínica Emagrecer | Aldeia